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Review: The Pop Group - Y in Dub (2021)

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Para quem não é por dentro do submundo do pós-punk, Y é o álbum de estreia dos britânicos do The Pop Group, lançado em 1979. O produtor e músico Dennis Bovell deu uma nova cara ao debut remixando as faixas originais, adicionando camadas de efeitos sonoros e manipulação de mixagem para criar uma nova atmosfera psicodélica e espacial. O álbum Y original foi um marco no pós-punk, com seu som experimental, letras políticas e influências diversas, incluindo funk, free jazz e música africana. Com a versão dub de Bovell, as faixas ganham uma nova dimensão, com efeitos de eco, delays, reverberações e distorções que transformam a sonoridade original em algo ainda mais inovador e experimental. Entre as faixas destacadas nesta versão estão "We Are Time", "Savage Sea", "Words Disobey Me", "Don't Call Me Pain" a notória "Boys From Brazil" e a grandiosa "Thief Of Fire", que passou a iniciar o disco. Sim, ainda houve a alteração da...

‘Please Please Me’, os 60 anos do álbum de estreia dos Beatles e uma declaração pessoal

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Para minha satisfação, essa vontade quase sem explicação com que amanheci hoje de falar sobre o quarteto britânico de Liverpool seria suprimida, frente a descoberta de que hoje o primogênito Please Please Me faz 60 anos. Para aproveitar o sopro de velinhas, decidi fazer uma crítica relâmpago para o álbum, a partir de uma audição também relâmpago, mas imersiva. O álbum responsável por ingressar de maneira concreta os meninos de Liverpool na indústria musical não condensa um tempo muito longo de duração. 31 minutos e 59 segundos. É rapidinho. Ao ouvi-lo, fica claro como o LP foi concebido para ser ouvido nos famigerados clubes adolescentes dos anos 60. Dá até pra se visualizar em um deles só de ouvir-lo. As faixas começam bem simpáticas e ambiente como “I Saw Her Standing There”. Depois, vão sendo intercaladas por algumas baladas mais lentas e assim o fluxo vai seguindo, até a festa terminar em arroubo completo com "Twist and Shout”. Seu caráter realmente conduzia os quatro a s...

Review: Blak29 - The Waiting (2023)

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A Blak29 é o atual projeto de Steve Zing e seu comparsa Dan Tracy. Bem, se você nunca ouviu falar em Steve Zing saiba que ele foi baixista e baterista do lendário Samhaim, banda que antecedeu o Danzig. Ele também assume o controle na insana punk horror ‘Marra's Drug’. A história aqui é a seguinte: Steve não é de ficar parado quando alguma ideia assombra sua mente, a Blak29 é fruto dessa inquietação. Ele decidiu pisar um pouco nos freios e arrastar mais o som, criando uma atmosfera pesada, de riffs fortes e envolventes como em um misto entre o The Cult pesado, o Zodiac Mindwarp, Type O Negative ou o próprio Danzig com uma personalidade própria, — sim, eu curto citar referências — é tipo medida de parâmetro pra que você possa se situar. Aqui vale citar alguns momentos como em “Destroyer” onde eles brincam com um riff do The Kinks, a Danziguiana e sombria “The Waiting (a Token of Your Death)”, a ótima versão para “Long Cool Woman” dos The Hollies, o punk metal roll de “Of Love of ...

Review: HOST - IX (2023)

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‘Host’ foi o título de um dos álbuns divisores de água do Paradise Lost, uma banda que começou dentro do metal mais extremo e deu uma guinada surpreendente ao abraçar a sonoridade mais gótica. O tempo passou, a banda tornou-se cultuada, deixou sua marca na história da música pesada, e segue fiel ao que se tornou. Isso é fato. Mas o vocalista Nick Holmes e o guitarrista Greg Mackintosh, as peças mais importantes na formação do Paradise Lost, nunca deixaram de lado a admiração por tudo que os influenciou no momento daquela mudança artística e aos poucos foram colocando em andamento um novo projeto que lidasse com toda aquela admiração musical. Durante a pandemia eles começaram a trabalhar nas ideias para o Host, a diferença é que agora eles criaram algo que permite ir ainda muito além do que o Paradise Lost foi e vai e nos deixam escancarado uma referência máxima: o Depeche Mode e o gótico dos anos 80. ‘IX’ soa como uma coleção de peças embelezadas com paisagens sonoras luxuosas de d...

Cold Water Swimmers - “In the Time it Takes for You to Say Goodbye”

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Cold Water Swimmers foi formado em Manchester no exato dia em que Mark E. Smith faleceu, 24 de janeiro de 2018. ‘Holiday at the Secret Lake’, seu primeiro álbum, foi lançado em 2021 e instantaneamente recebeu elogios rasgados da crítica especializada, em se tratando de bandas de Manchester, toda a atenção se faz urgente. Não se pode perder o timming e isso se torna valioso quando algum novo nome consegue quebrar a nostalgia provocada pelo pós-Oasis que ainda permanece por lá. Na fórmula do Cold Water Swimmers há o folk, há o garage rock e pitadas de post punk. Suas influências podem ter sido as mesmas que moldaram grande parte da cena Madchester, mas se difere do modelo — eles bebem e nadam em águas mais ancestrais, vão direto nas fontes. “In The Time It Takes For You To Say Goodbye”, novo single lançado mês passado, é o segundo deles no ano após “Were you even there” e em ambos o que se presencia é o amadurecimento e evolução artística. O que vi de diferente em “In The Time It Tak...

Bono e The Edge se apresentam no Tiny Desk Concert

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Nesta sexta-feira (17), acaba de sair nas plataformas de streaming o novo disco do U2 chamado Songs of Surrender , trabalho em que o grupo faz releituras simplificadas, re-imaginadas de músicas do seu repertório. Servindo como prévia do novo álbum, Bono e The Edge fazem uma apresentação para a rede de rádio pública americana NPR Music, no pocket show Tiny Desk Concert , que acaba de ser disponibilizado em seu canal no YouTube. Com a participação do coro adolescente da Duke Ellington School of the Arts de Washington, DC, confira! Setlist: 1. Beautiful Day 2.  In a Little While 3. Stuck in a Moment You Can't Get Out Of 4. Walk On

Strange Majik - “NYC Animal”

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David Pattillo é tipo um herói da cena underground Nova Iorquina, daqueles que encarna uma aura similar ao panorama “Walk On The Wild Side”, exposto um dia por Lou Reed. Calçada imundas, pubs fétidos, juventude em caos, geração perdida, tudo certinho como manda a cartilha de época que marcou a história do rock. Com vários registros lançados e sempre ousando por praias diferenciadas, David decidiu enveredar, em 2022, por uma atitude de retrocesso investindo em um rock and roll sujo e indie sleaze. O recém-lançado single de “NYC Animal” é um prato cheio para de velhos fãs daquela Nova Iorque de 1977, grooves inspirados em Bowie, despreocupação lírica de Iggy Pop, a genialidade de LCD Soundsystem e Chuck Prophet e a leitura característica de Lou, o resultado disso cai como uma luva. Agora é aguardar que o novo disco chegue, a previsão é para este mês. Certamente não veremos mais o tradicional blues refinado que o revelou em canções estupendas como “Electrifield”, mas com toda certeza ...