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A força do jazz na trilha dos desenhos antigos

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Jetsons , Mickey e até o Pica-Pau antigos eram melhores, não é? Muito por conta da música… Entenda por quê Quem foi criança nos anos 1980 e 90 muito provavelmente cresceu assistindo a desenhos antigos, como Jetsons , Pica-Pau ou até Betty Boop na televisão aberta. Além das diferenças em traços e enredo, eles tinham maior integração com a trilha sonora, comparados aos cartoons de hoje. Episódios como “Mouse in Manhattan”, de Tom & Jerry , e “The Band Concert”, do antigo Mickey Mouse , são alguns dos vários exemplos de como o jazz foi importante para que os cartoons fossem mais atrativos. Inclusive, esse é um dos muitos fatores que justificam a idolatria por parte dos adultos de hoje, mesmo passadas muitas décadas – afinal, alguns desses desenhos foram criados entre os anos 1930 e 60. Muitos instrumentistas e bandas de jazz contribuíram ativamente para a trilha sonora de episódios considerados antológicos. Nomes como Cab Calloway , Jack Teagarden entre out...

O jazz como vanguarda alternativa da música pop

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Kamasi Washington (Divulgação) Vou ser sincero com vocês: demorei décadas para entender o Jazz. Guardem isso porque será difícil ver alguém escrevendo sobre música admitir isso. Era um gênero musical quase impenetrável para minha capacidade de compreensão e, apesar de vários esforços em diferentes épocas da vida, só há pouco consegui começar a entendê-lo e, a partir daí, apreciá-lo com enorme felicidade. Sempre intuí que o Jazz, tanto quanto Rock, Blues e R&B, era herdeiro da tradição de insurgência contra as injustiças da sociedade ocidental, algo que passou, a princípio, por fazer música "burra", "impura" e "vulgar", bem distante da escola tradicional europeia, herdada pela América colonial. Era música de e para negros e brancos pobres, ambos excluídos do sistema, tentando sobreviver culturalmente num ambiente inóspito. Ele e seus primos em outros lugares, a saber, o Samba, a Salsa, o Calipso, entre outros. Este texto não pretende ser uma au...