Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Anton Barbeau

Review: Anton Barbeau - Stranger (2022)

Imagem
Mesmo que passe despercebido aos ouvidos das massas, Anton Barbeau é mais um daqueles artistas que não merecia isso quando se busca pelo diferencial, mas a grande pergunta que faço é: será que que ainda se busca por isso em um mundo onde a cultura pop jaz em um círculo vicioso que nos tornou cegos a praticamente tudo que não seja o mais do mesmo? O prolífico músico americano até agora já lançou quase 40 trabalhos, grande parte deles em solo europeu, onde manteve residência durante a maior parte do tempo em sua carreira artística iniciada no começo dos anos 90. Sua obra pode ser comparada a genialidade do XTC, alterna entre o power pop, pitadas eletrônicas e exala por vezes uma linha poética e vocal que remete a Lou Reed, o que torna cada trabalho extremamente curioso e isso está evidente em ‘Stranger’, seu mais recente álbum, lançado no final do ano passado. Mesmo que seja uma obra onde permeia a estranheza é impossível não se deleitar em várias de suas 14 canções em que destaco o s...

Review: Anton Barbeau - Power Pop!!! (2022)

Imagem
Anton Barbeau é um músico americano radicado em Berlin, uma cria de Julian Cope, Robyn Hitchcock e XTC. Sua carreira já conta com mais de 20 discos lançados que alternam-se em estilos que vão do psicodélico ao power pop refinado, passando pela new wave e o experimental. Algumas de suas obras foram aclamadas nos subterrâneos, como no caso de “In the Village of the Apple Sun”, de 2006, descrita como “um clássico psicodélico perdido instantâneo”. Power Pop!!!, vigésimo sexto álbum de Anton, acaba de ser lançado e é mais um convite para que a gente o conheça caso isso ainda não tenha acontecido. Mesmo que o nome sugira um gênero especifico, Anton deixa claro que não se trata de um álbum que lida com aquela forma de música pop autolimitada baseada em guitarra, criada principalmente por e para homens não correspondidos que gostariam que os Beatles nunca tivessem convidado Dylan para seu quarto de hotel. Não. Trata-se de uma obra que pode muito bem ser classificada como um eletrônico lo-fi. V...