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Mostrando postagens com o rótulo Reviews de Discos

Review: LeBruce - Mil Fantasmas (2025)

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Mil Fantasmas , álbum da banda cearense LeBruce, chega com força e personalidade, costurando um emo que respira referências locais e universais, com produção certeira de Gabriel Aragão (Selvagens à Procura de Lei). Com a nova formação, Henrique Giacomini (vocal/guitarra), Lív Dote (vocal/baixo), Gabielly Dealem (guitarra) e Breno Oliveira (bateria), a LeBruce entrega um trabalho coeso, que não teme soar radiofônico, mas que guarda surpresas e nuances interessantes faixa a faixa. “Herói de Plástico” abre o disco fazendo questão de situar: logo nos primeiros versos, ainda que implicitamente, Pacajus. O refrão é daqueles fortes e grudentos, fácil de decorar e cantar junto. Não à toa foi o primeiro single, lançado com direito a videoclipe produzido pela Gutural que valoriza as imagens da cidade e culmina no Complexo Beira Açude. Em seguida vem “Mil Fantasmas”, faixa-título que começa com um clima meio atmosférico, denso, mas logo se apoia num baixo marcante com pegada post-punk, adici...

Review: LeBruce - Concreto (2023)

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A banda LeBruce é um daqueles exemplos de grupos surgidos na pandemia. Desde seu início em 2020, passando pela fase lockdown e mudanças na formação, a banda vem se apresentando em diversos festivais e lançando singles. O novo trabalho em questão do trio de Pacajus-CE, é o EP 'Concreto' lançado pela gravadora independente Pankeka Records, gravado no Microfonia Estúdio e que já se encontra disponível nas plataformas de streaming. Na formação, Henrique Giacomini (vocal/guitarra), Lívia Dote (baixo) e William Silva (bateria) vem tomando a frente a bandeira do Emo na região com temas que retratam desde relacionamentos a conflitos pessoais internos. O EP começa com a faixa inédita "Canto dos Magoados" com guitarras pesadas e letra que trata de um relacionamento não muito bem sucedido. Em seguida, a melhor e predileta canção do EP "Canção pra Nunca Mais Voltar" tem uma letra muito bem elaborada e batida meio dançante. A terceira canção já é uma velha conhecida,...

Review: Blur - The Ballad of Darren (2023)

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Eu e o BJ aqui do Parede somos meio reticentes aos hypes, estávamos falando sobre isso antes de eu dar start nessa resenha, afinal trata-se do aguardado retorno do Blur e durante esses dias de lançamento era só o que se falava, melhor baixar um pouco a poeira para que nada nos contamine em meio a tanto blá, blá, blá informático. Antes do disco chegar eles fizeram duas noites colossais no antológico Wembley e desfilaram um set list impecável diante de uma arena lotadíssima, uma merecida coroação no reinado britpop. Antes de falar sobre ‘The Ballad of Darren’ eu queria confessar, aqui entre nós, que minha balança gosto/musical sempre pendeu mais para Blur do que Oasis, sem desmerecer os cascudos Gallagher Brothers, é uma questão pessoal, não vou entrar em pormenores, mas sempre vi o Blur como uma banda mais livre musicalmente, o Oasis e seu complicado, embora criativo e genial complexo Beatlemaníaco era algo que lá no fundo me incomodava, mas vamos falar do disco. ‘The Ballad of Darr...

Review: The Pop Group - Y in Dub (2021)

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Para quem não é por dentro do submundo do pós-punk, Y é o álbum de estreia dos britânicos do The Pop Group, lançado em 1979. O produtor e músico Dennis Bovell deu uma nova cara ao debut remixando as faixas originais, adicionando camadas de efeitos sonoros e manipulação de mixagem para criar uma nova atmosfera psicodélica e espacial. O álbum Y original foi um marco no pós-punk, com seu som experimental, letras políticas e influências diversas, incluindo funk, free jazz e música africana. Com a versão dub de Bovell, as faixas ganham uma nova dimensão, com efeitos de eco, delays, reverberações e distorções que transformam a sonoridade original em algo ainda mais inovador e experimental. Entre as faixas destacadas nesta versão estão "We Are Time", "Savage Sea", "Words Disobey Me", "Don't Call Me Pain" a notória "Boys From Brazil" e a grandiosa "Thief Of Fire", que passou a iniciar o disco. Sim, ainda houve a alteração da...

Review: Blak29 - The Waiting (2023)

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A Blak29 é o atual projeto de Steve Zing e seu comparsa Dan Tracy. Bem, se você nunca ouviu falar em Steve Zing saiba que ele foi baixista e baterista do lendário Samhaim, banda que antecedeu o Danzig. Ele também assume o controle na insana punk horror ‘Marra's Drug’. A história aqui é a seguinte: Steve não é de ficar parado quando alguma ideia assombra sua mente, a Blak29 é fruto dessa inquietação. Ele decidiu pisar um pouco nos freios e arrastar mais o som, criando uma atmosfera pesada, de riffs fortes e envolventes como em um misto entre o The Cult pesado, o Zodiac Mindwarp, Type O Negative ou o próprio Danzig com uma personalidade própria, — sim, eu curto citar referências — é tipo medida de parâmetro pra que você possa se situar. Aqui vale citar alguns momentos como em “Destroyer” onde eles brincam com um riff do The Kinks, a Danziguiana e sombria “The Waiting (a Token of Your Death)”, a ótima versão para “Long Cool Woman” dos The Hollies, o punk metal roll de “Of Love of ...

Review: HOST - IX (2023)

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‘Host’ foi o título de um dos álbuns divisores de água do Paradise Lost, uma banda que começou dentro do metal mais extremo e deu uma guinada surpreendente ao abraçar a sonoridade mais gótica. O tempo passou, a banda tornou-se cultuada, deixou sua marca na história da música pesada, e segue fiel ao que se tornou. Isso é fato. Mas o vocalista Nick Holmes e o guitarrista Greg Mackintosh, as peças mais importantes na formação do Paradise Lost, nunca deixaram de lado a admiração por tudo que os influenciou no momento daquela mudança artística e aos poucos foram colocando em andamento um novo projeto que lidasse com toda aquela admiração musical. Durante a pandemia eles começaram a trabalhar nas ideias para o Host, a diferença é que agora eles criaram algo que permite ir ainda muito além do que o Paradise Lost foi e vai e nos deixam escancarado uma referência máxima: o Depeche Mode e o gótico dos anos 80. ‘IX’ soa como uma coleção de peças embelezadas com paisagens sonoras luxuosas de d...

Review: Mick Rossi - Mick Rossi's Gun St (2023)

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Mick Rossi, lendário guitarrista do Slaughter and the Dogs, acaba de lançar ‘Mick Rossi's Gun St’, seu novo trabalho solo. Um disco que todos estávamos a espera, afinal, trata-se de mais um sobrevivente dos bons tempos, sabemos as referências que ele carrega e valeu a espera. Que obra! Nas 11 canções que compõe o álbum, vemos um belíssimo desfile de bom gosto musical que nos remete a uma verdadeira viagem que passeia entre ecos dos The Stooges, David Bowie, Mott the Hoople, Small Faces e T. Rex, com a diferença de estarmos diante de alguém que possui um verdadeiro conhecimento de causa nesse aspecto. Em todos os cantos de ‘Gun St’ podemos sentir a presença de Mick Ronson (guitarrista do Spiders from Mars, banda da fase glam de David Bowie) e isso chega a arrepiar. A versão para  “ Telegram Sam ”  soa como se o T. Rex estivesse ali, executando-a em uma session de estúdio. É essa a diferença que falo. A pegada é essencialmente glam rock do início ao fim, diferente de ‘All Th...

Review: Narrow Head - Moments of Clarity (2023)

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A banda do músico texano Jacob Duarte, a Narrow Head, chega a seu terceiro álbum ‘Moments of Clarity’ e surpreende com a atmosfera pesada e cativante em ecos que percorrem o grunge, nu metal, rock alternativo e o shoegaze. Bom, serei franco e direto, não há nada de novo no que ouço entre as 12 músicas que preenchem o disco, mas aprovei a experiência que chega a ser hipnótica. Vocais suaves em meio a riffs esmurrados exalam ares de Deftones que alternam a ares de Smashing Pumpkins e lembranças que nos remetam a boas lembranças perdidas na Seattle da década de 90. Disco honesto em sua essência, um rio que transborda musicalidade, grooves errantes e um peso que corta como faca afiada. É pra ficar de olho neles. Resumindo não há muito mais o que falar, mas é necessário ouvi-los, já.

Review: shame - Food For Worms (2023)

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Tem disco novo dos ingleses do shame na área e não se pode ficar sem falar nisso. ‘Food For Worms’ é a terceira obra dessa aclamada banda post-punk que atinge nesse álbum o melhor feito por eles até aqui. Mesmo que eles não sejam uma banda de fácil digestão, o prato é cheio tanto para admirados do estilo como para os inconformados com a mesmice. Há mudanças muito nítidas na sonoridade do quinteto, digamos, a esquisitice agora nos oferece mais argumentos para uma novo olhar, não há toda aquela metralhadora falatória dos dois primeiros discos – mesmo que eles tenham sido realmente ótimos. O shame caprichou bonito em ‘Food For Worms’, tente escapar do que faixas como “Adderall” ou “Orchid” nos oferecem. Um primor que os coloca acima da atmosfera que os rotulou. Sean Coyle-Smith e Eddie Green estão cada vez mais incríveis em suas guitarras, Charlie Forbes continua alucinado em suas batidas e quebradeiras, Josh Finerty impecável em seu baixo e cantando cada vez melhor. É um dis...

Review: Death Valley Girls - Islands in the Sky (2023)

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Os americanos da Death Valley Girls chegam a seu quarto álbum e mais uma vez comprovam sua excelência musical. De sonoridade diferencial, eles já foram classificados como sendo uma banda de psycho rock espiritual, seja lá o que isso signifique. Tal diferenciação criativa não tardou para que chamasse a atenção da crítica e de vários artistas renomados, entre eles Iggy Pop que rasgou-se em elogios ao dizer que Death Valley Girls era um presente para o mundo. Com toda certeza há neles essência suficiente para tais aclamações: sonoridade que exala riffs proto-punk, melodias de earworm (aquelas que grudam na cabeça), letras extravagantes e instrumentação auxiliar lisérgica. O recém-lançado  ' Islands in the Sky '  evolui a passos largos o processo criativo da banda, liderada pela excelente vocalista Bonnie Bloomgarden. Em 11 faixas nos deparamos com um verdadeiro desbunde sonoro onde o mais do mesmo não possui lugar algum.

Review: Not Scientists - Staring At The Sun (2023)

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'Staring at the Sun', quarto álbum do Not Scientists, acaba de aterrissar no planetário alternativo e chega estremecendo bases. O quarteto francês explora com precisão cirúrgica elementos do post-punk e o faz de forma estonteante. Coloque seus ouvidos em faixas como "Like gods we feast" ou "Rattlesnake" e me diga se estou errado. Aposto todas as fichas, os Not Scientists estão a um passo de se tornarem algo de grandes proporções no cenário global e alternativo. Um achado!

Review: Simon Rowe - Everybody’s Thinking (2023)

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Ex-Mojave 3 e Chapterhouse, o músico inglês Simon Rowe mudou seu foco artístico investindo com todas as forças em uma carreira solo focada na psicodelia folk e acaba de lançar seu primeiro registro intitulado ‘Everybody’s Thinking’. Nas 10 canções que compõe o álbum, Simon contou com a ajuda de antigos parceiros de caminhada – todos os integrantes da Chapterhouse e o baterista do Mojave 3. Uma união que se mostrou acertada, tudo em família para um fim benéfico a suas ideias musicais. Canções como “Saturn Saw Us”, “Everybody’s Thinking” ou “Over & Over” são magníficas manifestações de um psycho pop irresistível que simplesmente implora por repetidas audições. Uma excelente estreia solo que clama por ainda mais de Simon Rowe. Põe discaço nisso!

Review: Villages - Dark Islands (2023)

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‘Dark Islands’, segundo álbum da banda folk Villages, é um daqueles discos para se apreciar pela extrema beleza que exala, uma sensível carta de amor dedicada à sua ilha nativa de Cape Breton, na Nova Escócia. Com texturas doces, sutis e melodiosas o disco passeia quase que em sua totalidade entre sonoridades que por vezes relembram Fleet Foxes e The Avett Brothers, paz e quietude, mas não escondem seu amor ao Teenage Fanclub e Belle and Sebastian em determinados momentos. “Love Will Live On”, single que puxa os trabalhos do álbum fala sobre a necessidade do encontro com a calmaria da homenageada ilha, a urgência do escape da cidade que oprime no seu corre interminável onde sequer existe mais o tempo para coisa alguma, já havíamos abordado a mesma temática no novo álbum do King Tuff . Embora o conceito de ‘Dark Islands’ seja honesto e rico em pureza — algo muito característico nas boas bandas de folk rural —, aqui me veio a mente a lembrança do fantástico “Ballad of Easy Rider”...

Review: Scowl - How Flowers Grow (2021)

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Hardcore dos bons é quando nos pega de cheio, isso só pode ser traduzido no impacto de uma primeira audição, é como dizer “uau!” e esse sentimento se aplica a ‘How Flowers Grow’, disco de estreia da Scowl, banda americana de Santa Cruz, Califórnia. Um legítimo chute na cara ou melhor dizendo em 10 pedradas certeiras. A mestria do Scowl consegue fundir a pegada extrema com sons que podem beirar o punk/new wave incomum com direito até ao uso do sax, como no caso de “Seeds To Sow”. Em 16 minutos todo o recado é dado, característica clássica do hardcore antológico. Batera na velocidade da luz, riffs alucinantes e vocais urrados pela ultra competente Kat Moss, não dá sequer tempo de piscar os olhos e o disco já se foi pra que seja novamente colocado. Verdade seja dita, o Scowl está pronto para invadir a cena hardcore mundial com sua aspereza que mais parece um grito de desespero em formato sonoro. Punk rock na veia, meu chapas!

Review: Justin Sullivan - Surrounded (2021)

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Não são todos que conseguem manter uma obra impecável quando em paralelo a suas bandas principais, no caso de Justin Sullivan, estamos falando do New Model Army, uma das bandas mais importantes que surgiram durante a década de 80. Justin tem um perfil impregnado de personalidade forte, sempre foi voz ativa e criativa, alguém que gerou um culto em torno de si.  Lógico que não se esperaria desapontamentos no anúncio de um trabalho solo. Coisa de respeito. Respeito que aplaudiu ‘Navigating by the Stars’, seu primeiro álbum sozinho, lançado em 2003 e que se repetiu em ‘Surrounded’, lançado 18 anos depois. Com sua voz alternado entre a rouquidão e o aveludado, Justin cria uma atmosfera calcada em um folk poético que o coloca em um patamar de mestres como Tom Waits, Nick Cave e Mark Lanegan, algo impossível de se criar com sua banda principal e que hoje já conta com uma discografia de 15 discos. Em ‘Surrounded’ há um maior refino em sua sonora introspecção, um álbum onde desfilam con...

Review: Yo La Tengo - This Stupid World (2023)

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A banda americana Yo La Tengo já carrega em sua bagagem 4 décadas de experiência conquistada graças a sua originalidade dentro do indie alternativo e showgaze. Eles acabam de lançar ‘This Stupid World’, décimo sétimo álbum em sua discografia e mais uma vez não decepcionam. O álbum é resultado do processo criativo adotado pela banda, que se encontra regularmente para promoverem jam sessions em seu estúdio próprio sem a necessidade e o compromisso de pressões para produção de um disco, algo que faz com que tudo flua naturalmente. ‘This Stupid World’ é um legítimo convite para uma densa e belíssima viagem, alterna camadas e camadas de guitarras disformes com atmosferas que por vezes chegam a beirar o dream pop. Não é um disco de fácil leitura, mas por que haveria de ser? Os destaques vão para “Sinatra Drive Breakdown”, “Fallout”, “Aselestine”, “Until It Happens” e “Brain Capers” sem que se desmereça nenhuma faixa da referida obra. Críticas elogiosas pipocam por todos os lados na i...

Review: King Tuff - Smalltown Stardust (2023)

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Kyle Thomas é o cabeça por trás da incensada banda americana King Tuff e também faz parte da banda stoner Witch. Na Witch, ele segue os mandamentos de seu estilo musical, no King Tuff segue sua liberdade de expressão. Kyle montou o King Tuff em 2006, até agora já lançou 6 álbuns, o mais recente deles, lançado pela Sub Pop é ‘Smalltown Stardust’, disco que vem arrancando elogios rasgados de crítica e público. A fórmula sonora presente em sua obra até agora foi uma verdadeira miscelânea que se alternou de maneira brilhante entre garage rock, indie pop, power pop, neo-psychedelia, stoner e doom, mas modifica-se em ‘Smalltown Stardust’, dando lugar a uma atmosfera sutilmente mais psicodélica, branda e sofisticada. Uma pérola irresistivelmente bela. O álbum nos leva a uma viagem rumo a simplicidade de uma vida que clama pela necessidade da natureza por perto, do desligamento das pressões. A mata, a serra, os rios e o ar parecem ser a musa que inspiram a obra. Kyle Thomas diminui seu rit...

Review: Anna Calvi - Hunter (2018)

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‘Hunter’ é o terceiro e último disco completo, até o presente momento, lançado pela cantora britânica Anna Calvi, o que não significa que ela tenha encerrado suas atividades artísticas. Em 2022, dois singles vieram a tona com “Ain’t No Grave” e uma versão ao vivo da faixa-título do referido álbum, gravado ao vivo no The Roundhouse, que é essa a pauta para essa resenha. “Hunter” retornou por que há um motivo, ela dialoga e entrega algo de poder e força incontrolável. ‘Hunter’ foi o disco mais aclamado da artista que, nesse ponto, já era comparada ao nível de Patti Smith e P.J Harvey. Manter a obra fidedigna a esse padrão cult de crítica não é tarefa das mais simples. Para que este texto seja totalmente compreendido, seria bom que parássemos tudo por alguns minutos e ouvíssemos “Hunter”, a canção, sem que nada do mundo lá fora nos interrompa. Difícil, mas possível, tente fazer. O que você ganhará com isso? A resposta é um deleite de 4 minutos onde várias referências irão passear por...

Review: Young Fathers - Heavy Heavy (2023)

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Quarto disco dos escoceses do Young Fathers, ‘Heavy Heavy’ já tem despontado com um dos melhores álbuns lançados esse ano – bons argumentos é o que não faltam. Formado em 2008, o power trio já foi bastante premiado em cada um dos 3 discos anteriores a ‘Heavy Heavy’ e – ao que tudo indica – isso irá se repetir. A inclusão de 3 canções feitas pelo grupo na trilha sonora do cultuado T2: Trainspotting ajudaram a beça nesse processo de reconhecimento em torno deles. No disco recém-lançado, o que não falta é originalidade. O som que fazem é de muito bom gosto e criatividade, um mix que funde atmosferas de black music, lo-fi, indie, indietronica, art pop, noise, pop soul, alternativo e hip hop, um verdadeiro caldeirão que unificado os torna únicos. São 10 faixas que não deixam a peteca cair em momento algum, uma bela experiência sonora a nossos ouvidos. Não encontraremos um grande hit em potencial, mas sim, grandes e inspiradas canções do tipo de disco que soa bem do início ao fim. Deta...

Review: Ward White - Ice Cream Chords (2022)

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O recém-lançado disco do americano Ward White é simplesmente uma obra perfeita para quem admira gênios como David Bowie, Brian Ferry, The Cars, The Divine Comedy e Elvis Costello. Como diz o próprio título, trata-se de um legitimo caminhão de sorvete abarrotado de deliciosos sundaes sonoros. A desenvoltura para navegar entre o fino do art rock setentista, a nata do pop rock anos 80 e o rock mais alternativo atual, é incrível. Um disco irresistível. Tente não se render a canções como “Mezcal Moth”. Sem sombra de dúvidas um dos discos mais sensacionais lançados neste ano, pura inspiração sonora e refinada.