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10 anos sem David Bowie

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Era manhã do dia 10 de janeiro de 2016 quando me deparei com a notícia da partida de David Bowie, um dos maiores artistas que já habitaram entre nós e um dos pilares da minha formação, não só musical, mas artística. Não lembro como fiquei sabendo; se ainda vivíamos livres de smartphones, tentei e não consegui recordar (devo ter jogado para o recalque, como diria Freud). O que me lembro é que, assim que recebi a notícia, corri para a lan house mais próxima (já estávamos no fim dessa era) e acessei sites de música em busca de mais informações sobre o ocorrido. Foi um momento de profundo impacto emocional, difícil de digerir. O primeiro vestígio que me vem à memória envolvendo Bowie foi uma reportagem da revista Playboy (explicando que foi um recorte que encontrei nas coisas de um tio — aí é com ele). A reportagem se chamava Ídolos do Rock , e Bowie aparecia ali em diferentes fases: Ziggy Stardust, Let’s Dance e outras imagens icônicas. O texto destacava a importância e a contribui...

Os 50 anos de Ziggy Stardust e um depoimento

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Acho que aqui começa mais uma das minhas jornadas pelos anos 1970. Quando era adolescente entrei de cabeça e tudo no punk, passando pelas primeiras bandas de heavy metal, classic rock e o rock progressivo que eu ainda aceitava era o Pink Floyd. Antes de ouvir David Bowie, eu o vi e fiquei intrigado. Com o seu visual andrógino (que passou a usar depois do início de carreira), fiquei me perguntando: “Como será o seu som?”, “As letras dessa ou desse cara?!” e coisas do tipo. O marco zero foi o vídeo de “Starman”, que também era o primeiro single do álbum e foi — literalmente — de cara que comecei a gostar daquele sujeito indeterminado. O rock’n’roll sempre teve dessas de utilizar um lado mais teatral em suas apresentações, com efeitos visuais e até mesmo peças de teatro em que não faria sentido se não fosse acompanhado de uma grande banda. E não é para menos, o “Spiders from Mars” era banda extraordinária. As minhas prediletas sempre serão “Moonage Daydream”, a maravilhosa “Lady Stardust”...

Os 50 Discos Que Fizeram O Rock ‘N’ Roll: #25 The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars - David Bowie, 1972

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"Uma ópera-rock sobre androginia e extraterrestres. Bowie cria um mundo de fantasia e sonho, que inspirou o punk e a new wave." Por André Barcinski (Originalmente publicado na edição de outubro de 2004 da SUPERINTERESSANTE. Leia o texto original – e completo – aqui ) *** FICHA TÉCNICA Artista: David Bowie Álbum: The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars Ano: 1972 Selo: RCA Produção: David Bowie, Ken Scott Nacionalidade: Inglaterra Duração: 38:29

Review: David Bowie - The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars (1972)

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Acho que aqui começa mais uma das minhas jornadas pelos anos 1970. Quando era adolescente entrei de cabeça e tudo no punk, passando pelas primeiras bandas de heavy metal, classic rock e o rock progressivo que eu ainda aceitava era o Pink Floyd. Antes de ouvir David Bowie, eu o vi e fiquei intrigado. Com o seu visual andrógino (que passou a usar depois do início de carreira), fiquei me perguntando: “Como será o seu som?”, “As letras dessa ou desse cara?!” e coisas do tipo. O marco zero foi o vídeo de “Starman” que também era o primeiro single do álbum e foi — literalmente — de cara que comecei a gostar daquele sujeito indeterminado. O rock’n’roll sempre teve dessas de utilizar um lado mais teatral em suas apresentações, com efeitos visuais e até mesmo peças de teatro em que não faria sentido se não fosse acompanhado de uma grande banda. E não é para menos, o “Spiders from Mars” era banda extraordinária. As minhas prediletas sempre serão “Moonage Daydream”, a maravilho...