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Review: Oasis: Don't Look Back in Anger (2026)

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Foi no dia 12 de setembro, data em que assisti a Oasis: Don’t Look Back in Anger nos cinemas. Ao chegar à sessão, já dava para perceber que aquela não seria uma experiência comum: várias pessoas vestiam camisas do Oasis, inclusive a camisa especial da Adidas, e o clima de expectativa era enorme. Entrei na sala aguardando ansiosamente o início do documentário. O documentário começa com imagens grandiosas do Oasis no auge dos anos 1990, mostrando manchetes e lembrando o quanto a banda chegou a dominar o mundo. Depois, acompanhamos a preparação para a reunião e os ensaios. Há uma certa apreensão sobre a chegada de Liam, que aparece com aquele jeito característico, aparentemente irritado, chega, pede a primeira música e vai embora. Até Noel fica sem saber se o irmão estava feliz ou irritado. Além dos bastidores da reunião, também mostrados depoimentos de pessoas de diferentes países que acompanharam a turnê e revela como o Oasis ultrapassou as fronteiras da Inglaterra. Há momentos...

Guns N’ Roses e a chuva de abril

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Da esquerda para direita: Axl Rose, Slash e Duff McKagan. Foto: Grupo Arte Produções. E aqui vos apresento a minha jornada para o show do Guns N’ Roses — no caso, meu segundo show e segunda passagem da banda por Fortaleza. Era sábado, 18 de abril. Cheguei por volta de 16h30–17h na Arena Castelão, onde já se via um grande aglomerado de pessoas. Filas longas, gente de todo tipo, vendedores espalhados com camisas, bandanas e estampas da turnê. Logo em seguida, entrei em uma dessas filas e fiquei aguardando o momento de entrar na Arena. O fluxo de pessoas ainda estava crescente, com gente chegando o tempo todo. Consegui um local legal, já que o setor que comprei foi o superior da arquibancada. Fiquei ali aguardando ao som dos PAs, com bandas de metal e hard rock rolando, como Metallica e Judas Priest. As horas foram passando e foi anoitecendo. O show de abertura com os Raimundos, previsto para 18h30, começou com um atraso de meia hora, iniciando às 19h. O repertório trouxe clássicos como “...

10 anos sem David Bowie

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Era manhã do dia 10 de janeiro de 2016 quando me deparei com a notícia da partida de David Bowie, um dos maiores artistas que já habitaram entre nós e um dos pilares da minha formação, não só musical, mas artística. Não lembro como fiquei sabendo; se ainda vivíamos livres de smartphones, tentei e não consegui recordar (devo ter jogado para o recalque, como diria Freud). O que me lembro é que, assim que recebi a notícia, corri para a lan house mais próxima (já estávamos no fim dessa era) e acessei sites de música em busca de mais informações sobre o ocorrido. Foi um momento de profundo impacto emocional, difícil de digerir. O primeiro vestígio que me vem à memória envolvendo Bowie foi uma reportagem da revista Playboy (explicando que foi um recorte que encontrei nas coisas de um tio — aí é com ele). A reportagem se chamava Ídolos do Rock , e Bowie aparecia ali em diferentes fases: Ziggy Stardust, Let’s Dance e outras imagens icônicas. O texto destacava a importância e a contribui...

Os Melhores do Ano de 2025

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2025 foi um ano intenso. Entre silêncios, ausências e aprendizados, foi também um período de grandes momentos e descobertas que deram trilha sonora ao ano.  Musicalmente, foi um ano especialmente generoso, com muitos lançamentos fortes e discos que acompanharam diferentes fases e momentos. Nunca foi uma tarefa fácil escolher apenas cinco, muitos ficaram pelo caminho, mas estes foram os que mais ouvi e que mais me atravessaram ao longo do ano. Confira agora o Top 5! 5. LeBruce - Mil Fantasmas Com a produção primorosa de Gabriel Aragão (Selvagens À Procura de Lei), a LeBruce lançou o seu segundo álbum, mostrou grande evolução e reafirma ser uma das grandes bandas não só do rock cearense, mas do rock brasileiro contemporâneo. 4. Budang - Magia Uma das grandes descobertas de 2025 em meio a bandas, artistas, sons e afins. Budang é uma banda de Florianópolis (Santa Catarina) que faz um hardcore/punk que vai além do mais do mesmo, com letras ácidas e uma ...

Melhores Álbuns de 2025 - Revistas e sites

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Confira os 5 primeiros colocados (com algumas exceções) das nossas publicações prediletas com suas listas de melhores álbuns de 2025 . Última atualização: 20/12/2025 . Rough Trade 1. Viagra Boys - viagr aboys 2. Oklou - choke enough 3. Pulp - More 4. Geese - Getting Killed 4. Cameron Winter - Heavy Metal 5. Turnstile - NEVER ENOUGH   — CONFIRA A LISTA COMPLETA AQUI. Uncut 1. Pulp - More 2. Stereolab - Instant Holograms On Metal Film 3. Suede - Antidepressants 4. Wednesday - Bleeds 5. Rich Dawson - End of the Middle   — CONFIRA A LISTA COMPLETA AQUI. MOJO 1. Pulp - More 2. Suede - Antidepressants 3. CMAT - EURO-COUNTRY 4. Big Thief - Double Infinity 5. Annie & the Caldwells - Can't Lose My (Soul)   — CONFIRA A LISTA COMPLETA AQUI. Stereogum 1. Geese - Getting Killed 2. Wednesday - Bleeds 3. Oklou - choke enough 4. ROSALÍA - LUX 5. Friendship - Caveman Wakes Up   — CONFIRA A LISTA COMPLETA AQUI. Pitchfork 1. Los Thuthan...

"Smells Like Teen Spirit": o single que moldou toda uma década

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Talvez nenhuma outra música no mundo do rock tenha causado tanto impacto quanto “Smells Like Teen Spirit” do Nirvana, nem mesmo “Love Me Do” dos Beatles. Este single, lançado há exatamente 34 anos, causou uma devastação sem precedentes. Veja bem o contexto musical da época: artistas bilionários do pop, como Madonna e Michael Jackson, reinavam soberanos, enquanto as bandas de hard rock farofentas dominavam as paradas de sucesso. Nada disso fazia sentido para uma juventude desajustada e excluída, que deixava para trás os anos 1980 e agora encarava o início da década de 1990 — até surgir o Nirvana com o seu  Nevermind (1991). Mas antes dele, houve o lançamento deste single. Quer saber mais? Dá um Google aí… No mais, um hino essencialmente jovem, cuja força ainda ressoa nos dias de hoje: “Entertain us”.

Review: LeBruce - Mil Fantasmas (2025)

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Mil Fantasmas , álbum da banda cearense LeBruce, chega com força e personalidade, costurando um emo que respira referências locais e universais, com produção certeira de Gabriel Aragão (Selvagens à Procura de Lei). Com a nova formação, Henrique Giacomini (vocal/guitarra), Lív Dote (vocal/baixo), Gabielly Dealem (guitarra) e Breno Oliveira (bateria), a LeBruce entrega um trabalho coeso, que não teme soar radiofônico, mas que guarda surpresas e nuances interessantes faixa a faixa. “Herói de Plástico” abre o disco fazendo questão de situar: logo nos primeiros versos, ainda que implicitamente, Pacajus. O refrão é daqueles fortes e grudentos, fácil de decorar e cantar junto. Não à toa foi o primeiro single, lançado com direito a videoclipe produzido pela Gutural que valoriza as imagens da cidade e culmina no Complexo Beira Açude. Em seguida vem “Mil Fantasmas”, faixa-título que começa com um clima meio atmosférico, denso, mas logo se apoia num baixo marcante com pegada post-punk, adici...