14 de jun de 2018

Show: Red Hot Chili Peppers - Live @ Red Square (1999)

by on quinta-feira, junho 14, 2018

Em tempos de Copa do Mundo na Rússia, confira esta apresentação do Red Hot Chili Peppers na Praça Vermelha em Moscou. Um registro histórico.

Era a maior banda do mundo na época. A quarteto estava na crista da onda em plena turnê do multipremiado Californication.


Setlist:

1. Around The World
2. Give It Away
3. Scar Tissue
4. Suck My Kiss
5. If You Have To Ask
6. Pea (tease)
7. Californication
8. London Calling (intro) / Right On Time
9. Soul To Squeeze
10. I Like Dirt
11. My Lovely Man
12. Easily
13. Under The Bridge
14. Me & My Friends

Encore Break:

15. The Power Of Equality
16. Fire

8 de jun de 2018

Review: Titãs - Dozes Flores Amarelas – A Ópera Rock (2018)

by on sexta-feira, junho 08, 2018

Quando os três Titãs remanescentes (Branco Mello, Sergio Britto e Tony Bellotto) anunciaram em 2016 que estavam trabalhando numa ópera-rock (citando como referência American Idiot, do Green Day, e Quadrophenia, do The Who), o mundo pop não levou muito a sério e caçoou através das redes sociais. Ainda que o excelente “Nheengatu” (2014) tenha feito as pazes da banda com seus tempos áureos, uma ópera-rock soava um risco gratuito. Porém, apresentado ao vivo durante o Festival de Teatro de Curitiba 2018 e lançado oficialmente em três atos e 29 musicas em maio, Dozes Flores Amarelas está ai para quem se dispor a dar o braço a torcer (e discutir). Acompanhados por Beto Lee (que assumiu a guitarra assim que Paulo Miklos pulou fora do barco) e Mario Fabre (na bateria dos Titãs desde 2010!) além das cantoras Corina Sabbas, Cyntia Mendes e Yás Werneck com participação especial de Rita Lee (narrando introduções) e Jaques Morelenbaum (arranjos de cordas), Dozes Flores Amarelas soa (sim) um bom disco de rock, mas levanta a discussão sobre homens buscando o protagonismo em pautas femininas (o que, nesse caso, soa exagerado – e o vídeo no Rock in Rio ajuda a entender o alcance do tema). Explica-se: a trama narra a história de três estudantes universitárias (Maria A, Maria B, Maria C, “interpretadas” tanto pelas cantoras Corina, Cyntia e Yás quanto por Branco, Tony e Sergio) que usam um aplicativo de celular para descobrir alguma festa para ir e, durante a noite, acabam violentadas por cinco colegas. Nesse contexto, uma das faixas mais fortes do primeiro ato, “Me Estuprem”, traz Sergio Brito cantando: “Me estuprem / A culpa é toda minha / Me desculpem / Me vestir assim / Me estuprem / Eu quis sair sozinha / Me desculpem / Por eu ser mulher”, e a canção (uma das melhores do álbum) funciona tanto como denúncia quanto reflexão. Entre os destaques (de um álbum que merece ser ouvido com atenção) ainda estão “Nada Nos Basta”, “Personal Hater”, “Essa Gente Tem Que Morrer”, “Canção da Vingança” e “O Jardineiro”. Talvez o resultado final soasse muito melhor no formato de disco conceitual, mas, do jeito que está, cumpre a função de lançar luz sobre temas que constantemente são ignorados, e precisam ser discutidos.

Por Marcelo Costa (Scream & Yell)

7 de jun de 2018

Review: Ghost - Prequelle (2018)

by on quinta-feira, junho 07, 2018

Em seu quarto disco, o Ghost intensifica uma característica que sempre esteve presente em sua música: o apelo pop. E isso não é demérito algum, pois ele é construído através de melodias fortes, refrãos pegajosos e uma aura de acessibilidade que contrasta de maneira direta com o discurso presente nas letras, que seguem explorando temas sombrios e demoníacos.

Prequelle foi lançado dia 1 de junho e é o sucessor de Meliora (2015). A mudança de direção, que não foi brusca, já havia sido antecipada nos dois EPs liberados anteriormente pela gangue de Papa Emeritus (agora rebatizado como Cardinal Copia), os ótimos If You Have Ghost (2013) e Popestar (2016), que trouxeram covers de nomes como ABBA, Depeche Mode, Echo & The Bunnymen e Eurythmics, além da inédita “Square Hammer”. Ao trazer o pop para a sua música, o Ghost apenas resgata uma característica inerente ao heavy metal. Ou você não lembra de hits grudentos como “Paranoid”, “Enter Sandman” e “Fear of the Dark"?

O fato é que Prequelle é um dos trabalhos mais sólidos do Ghost e talvez seja o que contém o tracklist mais redondo. As dez músicas do disco mostram um desfile de ótimas ideias, com tudo no lugar e nenhum exagero, bem como nenhuma delas soa desnecessária. Há os destaques imediatos, como as grudentas “Rats" e “Dance Macabre”, que desde já devem marcar presença permanente nos shows do sexteto. O aspecto mais contemplativo da banda vem à tona com a bela “Pro Memoria”, dona de uma linha de piano de arrepiar, e o encerramento com a igualmente transcedental “Life Eternal”.

E no meio do processo ainda há espaço para o metal bem NWOBHM de “Faith" e para duas faixas instrumentais absolutamente sensacionais. “Miasma" é um exemplo da extrema musicalidade da banda sueca, com direito até a um improvável solo de sax Gavin Fitzjohn. E em “Helvetesfonster" temos a presença ilustre de Mikael Akerfeldt, do Opeth, na guitarra acústica, em mais um exemplo de como Cardinal Copia e sua turma são bem relacionados com a nata da música pesada. Além disso, a passagem de piano que essa composição contém demonstra a qualidade acima da média dos instrumentistas da banda.

Prequelle mostra o Ghost dando um grande passo para fora do nicho do heavy metal, em uma decisão inteligente, muito bem executada e, ao que tudo indica, permanente. Em todos os aspectos trata-se de um disco excelente, com qualidade de sobra para transformar a banda em um fenômeno de popularidade em todo o mundo. E o que é melhor: isso irá acontecer embalado por música de inegável qualidade.

Um dos melhores álbuns do ano, com absoluta certeza.

Por Ricardo Seelig (Collectors Room)

3 de jun de 2018

20 melhores discos nacionais dos anos 90 - Showbizz

by on domingo, junho 03, 2018

Em 1999, a minha revista favorita era a Showbizz. (Sim, naquele tempo a clássica Bizz tinha mudado de nome). Como a internet discada (???) era uma carroça, era na Showbizz que eu acompanhava o que rolava na música, descobria discos novos e lia entrevistas com os ídolos nacionais e gringos.

Capa da edição da Bizz que listava os 100 melhores discos da década de 90

Com esse revival dos anos 90 que está pintando, resolvi resgatar esse top 20 dos discos nacionais daquela década. Ele foi publicado numa revista com o aviso “edição histórica” (número 172) e a foto do rosto de Kurt Cobain estourada na capa P&B.

1) “Raimundos” (1994) - Raimundos


2) “Calango” (1994) - Skank


3) “Samba esquema noise” (1994) - Mundo Livre S/A


4) “Roots” (1996) - Sepultura


5) “… Cor-de-Rosa e Carvão” (1994) - Marisa Monte


6) “Manual Prático para festas, bailes e afins” (1997) - Ed Motta
7) “Da Lama ao Caos” (1994) - Chico Science & Nação Zumbi
8) “Sobrevivendo no Inferno” (1997) - Racionais MC’s
9) “Usuário” (1995) - Planet Hemp
10) “Hey Na Na” (1997) - Paralamas do Sucesso
11) “Preste Atenção” (1996) - Thaíde & DJ Hum
12) “Eu e Memê, Memê e Eu” (1995) - Lulu Santos
13) “Sobre todas as forças” (1994) - Cidade Negra
14) “Bebadosamba” (1996) - Paulinho da Viola
15) “Samba pra Burro” (1998) - Otto
16) “Gol de Quem?” (1995) - Pato Fu
17) “Na calada da noite” (1990) - Barão Vermelho
18) “Rappa-Mundi” (1996) - O Rappa
19) “Mamonas Assassinas” (1995) - Mamonas Assassinas
20) “O descobrimento do Brasil” (1993) - Legião Urbana

Por Fred Di Giacomo
Fonte: Punk Brega

29 de mai de 2018

"Doze Flores Amarelas" a ópera rock dos Titãs no Escuta Essa Review

by on terça-feira, maio 29, 2018

Fui convidado mais uma vez pelo meu confrade Lucas Scaliza ao lado de mais dois amigos, Eder Albergoni e Gabriel Sacramento, para o episódio 80 do podcast do Escuta Essa Review sobre a ópera rock dos Titãs intitulada Doze Flores Amarelas.

Por Lucas Scaliza: "Neste podcast discutimos "Doze Flores Amarelas", a ópera rock dos Titãs. Se você desconfiou da obra quando foi anunciada, pode ficar tranquilo: os Titãs estão roqueiros, ácidos e criativos. Mas nem tudo são flores. Ouça!"

Fechado! Abaixo o episódio:

More Than a Feeling: As 20 maiores músicas de AOR de todos os tempos!

by on terça-feira, maio 29, 2018

Nota do autor: Descobri que a maioria das discussões sobre o AOR é facilmente desviada, a menos que seja esclarecida qual definição do acrônimo AOR estamos usando. O significado original - "Album Orientated Rock" - tende a fazer as pessoas pensarem no Pink Floyd e no Led Zeppelin.

Considerando que estou seguindo a definição do final dos anos 70 - "Adult-Orientated Rock", ou seja, rock de arena cativante, imediato, com teclados pesados, guitarra contida mas melódica e vocais apaixonadamente livres de ironia do tipo que ficou famoso por Boston, Journey, REO e Foreigner. Então aqui vai...

1: “Don’t Stop Believin’” – Journey
2: “More Than A Feeling” – Boston
3: “Keep On Lovin’ You” – REO Speedwagon
4: “Waiting For A Girl Like You” – Foreigner
5: “Owner Of A Lonely Heart” – Yes
6: “Missing You” – John Waite
7: “Hold The Line” – Toto
8: “These Dreams” – Heart
9: “Hard Habit To Break” – Chicago 
10: “Oceans” – Survivor 
11: “Dreams” – Van Halen
12: “Broken Wings” – Mr Mister
13: “Stone Cold” – Rainbow
14: “I Need You Tonight” – ZZ Top
15: “Boys Of Summer” – Don Henley
16: “Home By The Sea” – Genesis
17: “Innocent Days” – Giant
18: “Don’t Want To Wait Anymore” – The Tubes
19: “Only You Can Rock Me” – UFO
20: “Is This Love?” – Whitesnake

Por Matthew Hamilton, Rock's Backpages, Julho 2009.

25 de mai de 2018

Os melhores discos de AOR de todos os tempos pela revista Kerrang!

by on sexta-feira, maio 25, 2018

Em 1988 a conceituada revista Kerrang!, bem conhecida entre o publico heavy metal e hard rock nos anos 80, lançou uma votação para os leitores da revista escolherem os melhores discos de AOR (Pra entender: o que é AOR?).

Kerrang! em 29 de outubro de 1988 - Edição 211

Com o original título "The Best AOR Albums Of All Time" confira como ficou a lista de acordo com os leitores da revista.

O número 1 da lista

1. Escape - Journey
2. Everybodys Crazy - Michael Bolton
3. Night Of The Crime - Icon
4. Native Sons - Strangeways
5. Raised On Radio - Journey
6. White Sister - White Sister
7. Heart - Heart
8. Fashion By Passion - White Sister
9. Vital Signs - Survivor
10. Slippery When Wet - Bon Jovi
11. Michael Bolton - Michael Bolton
12. In For The Count - Balance
13. Pride - White Lion
14. Dawn Patrol - Night Ranger
  = 4 - Foreigner
15. The Hunger - Michael Bolton
16. Reckless - Bryan Adams
17. Indiscreet - FM
18. Bad Animals - Heart
19. Boston - Boston
20. Frontiers - Journey
21. Seven Wishes - Night Ranger
  = Bon Jovi - Bon Jovi
22. Only Child - Only Child
  = Freight Train Heart - Jimmy Barnes
  = A Matter Of Attitude - Fate
23. Spys - Spys
24. Heartbreak - Sabu
25. Crimes In Mind - Streets
26. Hughes Thrall - Hughes Thrall
27. The Big Prize - Honeymoon Suite
  = Excess All Areas - Shy
28. Touch - Touch
29. Hysteria - Def Leppard
30. Sinful - Angel
  = Aviator - Aviator
31. Under Lock And Key - Dokken
32. Silk+Steel - Giuffria
  = When Seconds Count - Survivor
33. IV - Toto
34. The Grand Illusion - Styx
  = A Diamond Is A Hard Rock - Legs Diamond
  = So Fired Up - LeRoux
  = Midnight Madness - Night Ranger
  = Wired Up - Jeff Paris
35. Dreamboat Annie - Heart
  = On A Storyteller's Night - Magnum
36. Fireworks - Bonfire
  = Rumors - Fleetwood Mac
37. Subject - Aldo Nova
  = Ignition - John Waite
  = Giuffria - Giuffria
38. Friction - Coney Hatch
  = Pieces Of Eight - Styx
  = Isolation - Toto
39. The Final Countdown - Europe
40. Welcome To The Real World - Mr. Mister
  = Alpha - Asia
  = Shaft Of Light - Airraces

Ouça a playlist desta lista no Spotify:

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