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Review: shame - Food For Worms (2023)

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Tem disco novo dos ingleses do shame na área e não se pode ficar sem falar nisso. ‘Food For Worms’ é a terceira obra dessa aclamada banda post-punk que atinge nesse álbum o melhor feito por eles até aqui. Mesmo que eles não sejam uma banda de fácil digestão, o prato é cheio tanto para admirados do estilo como para os inconformados com a mesmice. Há mudanças muito nítidas na sonoridade do quinteto, digamos, a esquisitice agora nos oferece mais argumentos para uma novo olhar, não há toda aquela metralhadora falatória dos dois primeiros discos – mesmo que eles tenham sido realmente ótimos. O shame caprichou bonito em ‘Food For Worms’, tente escapar do que faixas como “Adderall” ou “Orchid” nos oferecem. Um primor que os coloca acima da atmosfera que os rotulou. Sean Coyle-Smith e Eddie Green estão cada vez mais incríveis em suas guitarras, Charlie Forbes continua alucinado em suas batidas e quebradeiras, Josh Finerty impecável em seu baixo e cantando cada vez melhor. É um dis...

De olho nos selos #02: Matador

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No segundo bloco de lançamentos dos selos mais bacanas do planeta, apresentamos as novidades da Matador Records, gravadora independente sediada em Nova Iorque e que já lançou nomes como Car Seat Headrest, Belle and Sebastian, Gang of Four, Interpol, Kim Gordon, Pavement, Perfume Genius, Queens of the Stone Age, Yo La Tengo, Jon Spencer Blues Explosion, Kurt Vile, Sleater-Kinney, Cat Power, Sonic Youth, Superchunk, Teenage Fanclub, The Fall, The Pastels, Flipper, Guided by Voices, Pizzicato Five, entre centenas de outros. A gravadora teve início em 1989, fundada por Chris Lombardi, ao longo de sua história tiveram parceria com a Atlantic Records e também com a Capitol Records, atualmente pertecem a Beggars Group, operando em Nova Iorque e Londres desde 2009. Vamos a lista do que eles andam apresentando nos últimos tempos: Algiers Spoon Mdou Moctar Circuit des Yeux Lucy Dacus Steve Gunn Pavement Belle and Sebastian

Review: Death Valley Girls - Islands in the Sky (2023)

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Os americanos da Death Valley Girls chegam a seu quarto álbum e mais uma vez comprovam sua excelência musical. De sonoridade diferencial, eles já foram classificados como sendo uma banda de psycho rock espiritual, seja lá o que isso signifique. Tal diferenciação criativa não tardou para que chamasse a atenção da crítica e de vários artistas renomados, entre eles Iggy Pop que rasgou-se em elogios ao dizer que Death Valley Girls era um presente para o mundo. Com toda certeza há neles essência suficiente para tais aclamações: sonoridade que exala riffs proto-punk, melodias de earworm (aquelas que grudam na cabeça), letras extravagantes e instrumentação auxiliar lisérgica. O recém-lançado  ' Islands in the Sky '  evolui a passos largos o processo criativo da banda, liderada pela excelente vocalista Bonnie Bloomgarden. Em 11 faixas nos deparamos com um verdadeiro desbunde sonoro onde o mais do mesmo não possui lugar algum.

Review: Not Scientists - Staring At The Sun (2023)

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'Staring at the Sun', quarto álbum do Not Scientists, acaba de aterrissar no planetário alternativo e chega estremecendo bases. O quarteto francês explora com precisão cirúrgica elementos do post-punk e o faz de forma estonteante. Coloque seus ouvidos em faixas como "Like gods we feast" ou "Rattlesnake" e me diga se estou errado. Aposto todas as fichas, os Not Scientists estão a um passo de se tornarem algo de grandes proporções no cenário global e alternativo. Um achado!

Grandaddy e os graves os riscos da modernidade em 'The Sophtware Slump'

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Chat GPT, 5G, Coaching, apps que facilitam tudo a você, toneladas de informações de um nível de futilidade absurdo, fique rico e assine aqui, idiotização mental, Walking Dead vida real, Shaun of the Dead , falsas aparências, depressão, suicídio, ausência total de tempo onde só o que importa é um infinito correr atrás da máquina, mídias sociais agonizantes, vozes que não sabem o que dizem, para onde estamos indo? Eis uma pergunta que sequer é feita e por isso mesmo não se tem resposta. Jason Lytle sempre teve atração pelo deserto e a natureza, como Walden ou A vida nos bosques (livro de Henry David Thoreau ), mas a civilização sempre dava um jeito de o tragar de volta. A mente por trás das ideias que permeiam um dos discos mais geniais dos anos 2000, era uma alma aflita em busca de equilíbrio em meio ao caos. Sua banda, o Grandaddy, lançou 'The Sopthware Slump' anunciando o começo de uma década de mudanças colossais. Eles sentiam isso e queriam expressar o que sentiam. Na...

Ken Sharp: Uma vida absolutamente power pop!

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Ken Sharp, lendário jornalista e escritor musical americano é também um devoto apaixonado pelo glam setentista e o power pop clássico. Como músico sua obra é referência entre apreciadores dos referidos estilos citado anteriormente, mesmo que percorrendo os túneis obscuros do underground. Sharp tornou-se um excelente biógrafo, especializou-se como historiador do power pop e nessa área lançou obras aclamadas como Overnight Sensation - The history of the Raspberries , Power Pop!: Conversations With the Power Pop Elite , além de várias biografias de bandas como Beatles, Cheap Trick, Kiss, entre outras. Em 1994, após mais de uma década e meia engavetando canções de sua autoria, ele decidiu mostra-las ao mundo. Desde então já lançou vários álbuns e singles. As dificuldades não foram poucas ao aventurar-se por essa escolha, Ken teve de lidar com limitações e obstáculos que o fizeram priorizar mais o lado jornalístico e levar a música como curtição. A gente agradece que ele não tenha desis...

Review: Simon Rowe - Everybody’s Thinking (2023)

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Ex-Mojave 3 e Chapterhouse, o músico inglês Simon Rowe mudou seu foco artístico investindo com todas as forças em uma carreira solo focada na psicodelia folk e acaba de lançar seu primeiro registro intitulado ‘Everybody’s Thinking’. Nas 10 canções que compõe o álbum, Simon contou com a ajuda de antigos parceiros de caminhada – todos os integrantes da Chapterhouse e o baterista do Mojave 3. Uma união que se mostrou acertada, tudo em família para um fim benéfico a suas ideias musicais. Canções como “Saturn Saw Us”, “Everybody’s Thinking” ou “Over & Over” são magníficas manifestações de um psycho pop irresistível que simplesmente implora por repetidas audições. Uma excelente estreia solo que clama por ainda mais de Simon Rowe. Põe discaço nisso!