Postagens

Dica do Garimpeiro das Galáxias: The Wondermints - Bali (1998)

Imagem
“Bali” é o terceiro disco da banda americana de power pop The Wondermints, sem sombra de duvidas um dos discos mais  arrasadores e transcendais do gênero e também um dos mais subestimados, infelizmente. Na verdade eles acabaram mais conhecidos como a banda de apoio de Brian Wilson em seu triunfal retorno do que pelo trabalho autoral que registraram em seus 4 álbuns, injusto, mas eles nunca se preocuparam muito com isso, o que sempre falou mais alto era produzir musica e das boas. Ao longo das 13 faixas que permeiam a obra há um verdadeiro desfile de referencias que exalam ares de The Who (Sell out), Beach Boys (Pet Sounds), The Beatles, Badfinger, Grapefruit, The Zombies (Odessey and Oracle) e Big Star. Tudo isso acrescido com pitadas de chamber psych, neo psych, art rock, Henry Mancini, Burt Bacharach, trilhas de antigos seriados televisivos e o power pop psicodélico que consagrou nomes como XTC, Jellyfish, Fountains of Wayne, The Lickerish Quartet, Jason Falkner, Robert Jose...

Vinho e Vitrola #05: Bee Gees - Main Couse (1975)

Imagem
Ao falar de Main Course, o 13º álbum dos Bee Gees, é importante olharmos alguns detalhes: a ausência dos membros na capa, o que era raro de se ver nos trabalhos dos irmãos até 1975 (Odessa, de 1969, idem), ao novo logotipo criado pelo norte-americano Drew Struzan e que marcaria os próximos discos daquele ponto em diante e, claro, à semente que se propagaria no som do trio pelo resto da década de 70. A pré-produção teve seu pontapé inicial em parceria com o produtor da Atlantic Records, Arif Mardin, o mesmo que produziu o álbum anterior. Mr. Natural, além do engenheiro de som Karl Richardson no famoso Criteria Studios em Miami. Com a inclusão do tecladista Blue Weaver (um dos poucos músicos que não receberam créditos no disco, exceto por Songbird), Main Course caminhava lentamente para as influências da Disco Music, ou Dance Music, dependendo do ponto de vista do ouvinte. Do time de Mr. Natural, o guitarrista de longa data Alan Kendall foi mantido. A mesma coisa aconteceu com o baterist...

Muse lança novo single, "Will of the People"

Imagem
O Muse acaba de lançar o terceiro single de seu próximo álbum “Will of the people” , nono disco dos ingleses, aguardado para o final de agosto e a musica escolhida após “Won’t Stand Down” e “Compliance” é a que dá titulo a obra. “Will of the people” viaja no futurismo peculiar ao grupo, dessa vez retratando um futuro distópico em rebelião. O clipe é ótimo e a música empolga sob batidas que remetem ao glam de Marylin Manson em “The Beautiful People”. Matt Bellamy descreve o disco que está prestes a lançar como sendo “um álbum de grandes sucessos – de novas músicas”, do tipo que se tiver um som mais metal, será o melhor que fizeram. Se tiver uma balada, também será a melhor que fizeram e por aí vai. Esperamos que seja. Manter a positividade é sempre importante, Matt. Por Nino Lee Rocker ( @garimpeirodasgalaxias ) Assista ao vídeo abaixo:

Ayron Jones, que se cumpra a promessa

Imagem
Sir Mix-a-Lot acertou na mosca quando decidiu comprar a ideia do guitarrista, cantor e compositor estadunidense Ayron Jones. A explosiva combinação de ritmos que flertam com o blues, grunge, hard, soul, hip hop e uma bela dosagem de peso, tornam essa nem tão nova revelação proveniente de Seattle, um dos grandes nomes do rock na atualidade. Ayron nasceu em 1986, tinha 5 anos quando viu “Nevermind” ser lançado e absorveu ainda moleque toda a atmosfera grunge exalada por sua cidade, não apenas isso, mas também a experiência de provar uma era de ouro em videogames, música e televisão, muitas coisas diferentes que as crianças de hoje nunca saberão. Marcos culturais que influenciaram a maneira como ele ouvia música, especialmente na música dos anos 90 – Nirvana, Soundgarden, Pearl Jam, Jimi Hendrix, Rage Against the Machine, Dr. Dre, Prince, Michael Jackson, Public Enemy, Living Colour e Eminem. Como guitarrista, Ayron começou influenciado por Hendrix e Stevie Ray Vaughan, transformou es...

Vinho e Vitrola #04: Adoniran Barbosa - Adoniran Barbosa (1974)

Imagem
Ouvindo alguns discos de samba dos anos 70 nessa semana, me deparei com um velho conhecido: o primeiro Long Play de Adoniran Barbosa. Este disco era muito tocado em casa na minha infância e ficou marcado. Aqui, João Rubinato (lê-se Adoniran Barbosa) regrava velhos sucessos que saíram de sua malandragem paulista, mas também de um lirismo inocente e cativante, características marcantes do sambista. O compositor viveu o auge de sua inspiração quando o rádio ditava a regra e os compactos simples eram lançados à exaustão, o que culminou na demora de um disco inteiramente seu. Somente em 1974, com uma capa pra lá de convidativa, gravata-borboleta e um chapéu de roda de samba, Adoniran interpretou seus sucessos (não apenas seus como também de outros artistas) e os colocou na praça para mostrar que São Paulo também tem qualidade, assim como grandes nomes do gênero no Rio de Janeiro. Como não poderia deixar de ser, aqui podemos apreciar o grande sucesso Trem das Onze, a belíssima Iracema (ainda...

Meus 5 Discos Preferidos: André Coelho (Dead Ratts)

Imagem
Complementando a entrevista, fizemos o convite ao André Coelho para participar do “Meus 5 Discos Preferidos”. Conheça os cinco álbuns de cabeceira do vocalista: Como você já sabe, o nosso convidado terá que nos mostrar 5 discos que foram importantes em sua vida, seja na formação musical, seja por repetidas audições, enfim, seja qual motivo for. Senhoras e senhores, com vocês, os cinco discos prediletos de André Coelho. Linkin Park Hybrid Theory (2000) “Pra mim é um disco emblemático não apenas pelo conjunto da obra, mas por todo apelo e alcance que ele conseguiu obter. A popularização do nu metal diante do debut do Linkin Park para mim é histórico para o subgênero. Eu diria que esse álbum foi responsável para que o mainstream olhasse a movimentação do nu metal. Claro que álbuns como Around the Fur (Deftones) , Issues (Korn), Significant Other (Limp Bizkit) entre outras obras antecessores ao Hybrid Theory, tem seu peso na indústria. No entanto, é com o primeiro do Linkin Park que o “bo...

Entrevista PE: André Coelho, vocalista da banda Dead Ratts

Imagem
O nosso convidado da vez, no Entrevista PE é André Coelho, vocalista da Dead Ratts, banda grunge/alternative rock de Pacajus, Ceará. Outro novo grupo surgindo no cenário independente cearense. Confira o nosso papo prolongado sobre sua trajetória e, claro, falamos de Dead Ratts e do lançamento de seu primeiro single intitulado “The Frog Boys”. Vamos nessa! Parede Elétrica: Fala André, beleza? Se apresente para os leitores do Parede Elétrica . André Coelho: Fala galera! Meu nome é André Coelho, sou redator e músico independente, atualmente estou frente da banda de grunge/alternative rock Dead Ratts. Nascido em Belém, Pará, mas há anos vivendo no Ceará, precisamente em Pacajus que é onde meus sangue corre nas veias haha. PE: Com quantos anos vc saiu de Belém? André: Então, de 6 para sete anos, quando ocorreu a separação dos meus pais. Como minha família materna reside no Ceará, minha mãe buscou o retorno às origens dela e aqui foi onde começou meus passos para a música. PE: Já que você ma...