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Os Melhores do Ano de 2018

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Uma lista pessoal do que (ao meu ver e pelo que ouvi) mereceu entrar na lista dos melhores. Temos aqui um "top" de discos, de singles, músicas que surpreenderam, melhor show do ano em que assisti, melhor capa e para dar uma quebrada, um álbum que decepcionou. Agradecemos a todos que estiveram com a gente neste primeiro ano e que em 2019 possamos estar juntos para muito e muito mais música. Agora, sem mais delongas, vamos as listas: Melhores Álbuns do Ano de 2018: 12. Albert Hammond Jr - Francis Trouble O quarto disco do guitarrista dos Strokes, foi um dos grandes lançamentos do ano. O disco em si, parece mais o Strokes do início de carreira do que a banda que o apresentou ao mundo vem lançando nos últimos anos. 11. Twenty One Pilots - Trench Mais um quarto disco na lista. Nunca tinha escutado essa banda, até me criar uma curiosidade por esse duo neste disco. Ouvi muitas críticas negativas, e que o antecessor Blurryface é melhor do que ...

Rock in Rio 1991: 10 curiosidades sobre a 2ª edição do evento

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A segunda edição do Rock In Rio foi realizada entre os dias 18 e 27 de janeiro de 1991. Veja, abaixo, 10 curiosidades sobre o evento: 1) "Mistureba" Diferente do que muitos dizem, as edições iniciais do Rock In Rio não eram mais "roqueiras" que as atuais. Prova disso é o festival de 1991, que concentrou as atrações "pesadas" em apenas duas datas - e com parte delas se repetindo em ambos os dias em questão. Outros dois dias orientados ao rock já agregavam, também, em nomes mais pop ou alternativos, como INXS e Happy Mondays. Veja: 18/01: Prince, Joe Cocker, Colin Hay, Jimmy Cliff. 19/01: INXS, Carlos Santana, Billy Idol, Engenheiros do Hawaii, Supla, Vid & Sangue Azul. 20/01: Guns N' Roses, Billy Idol, Faith No More, Titãs, Hanoi Hanoi. 22/01: New Kids On The Block, Run DMC, Roupa Nova, Inimigos do Rei. 23/01: Guns N' Roses, Judas Priest, Queensryche, Megadeth, Lobão, Sepultura. 24/01: Prince, Carlos Santana, Lau...

Review: Queen - A Night at the Opera (1975)

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Como todos já sabem, o Queen é uma banda de vários sucessos e muito amada pelo mundo, inclusive no Brasil, onde já vieram duas vezes. Em 1985, apareceram no Rock in Rio em duas apresentações e uma delas foi lançada em vídeo que é lembrada como uma das maiores da história, principalmente pela performance de Freddie Mercury com o público em "Love of My Life". A Night at the Opera é um disco ousado, pela primeira vez no rock se usava 'vocais de ópera' em uma banda. Freddie, sempre inovador, chegou com a letra de "Bohemian Rapsody" para mostrar à todos quando depois de apresentar o começo da canção disse: "Que tal colocar uns 'Gallileo' e 'Mama mia'?", espanto geral. "Bohemian Rapsody" seria um suicídio comercial com os seus exatos 5 minutos e 55 segundos & Gallileo e Mama Mia. Calou a boca de todos, virou um clássico da música mundial. O disco abre com "Death on Two Legs (Dedicated to...)" pass...

Review: Sex Pistols - Never Mind The Bollocks, Here’s The Sex Pistols (1977)

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Começando este sábado de halloween com um disco clássico do punk rock. Never Mind The Bollocks, Here’s The Sex Pistols é o primeiro e único álbum dos ingleses do Sex Pistols. Banda idealizada pelo manager Malcom McLaren, depois de ter tido experiências com o New York Dolls e de ter ”roubado” o visual do Richard Hell, importando para a Inglaterra. Malcom tinha uma loja de roupas com sua esposa Vivian chamada “SEX” e acreditasse que o nome da banda tenha saído daí. O grupo então com Steve Jones, Glen Matlock, John Lydon (ou Johnny Rotten) que viria a fazer mímica de ”School’s Out” para entrar na banda, junto com Paul Cook, formaram o que chamam de fase inicial dos Pistols. Depois de ensaios e mais ensaios, a banda começa a compor e assim surgirem músicas que apareceriam em seu 'debut'. “Anarchy in the UK” que se tornou um hino da anarquia, passando pela pesada letra de “Bodies”, “Problems” a memorável “Pretty Vacant”, e as outras faixas (não menos importantes - d...

Linder Sterling: Viciada em criar

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Linda Sterling nasceu em 1954, em Liverpool, terra dos Beatles. Mas não foram os Beatles que a ligaram com a música. A família de Linda é o retrato da desigualdade que todo brasileiro conhece bem. Até aquele momento, nem todo britânico tinha acesso à educação, de qualidade ou não. Linda foi o primeiro membro dos Sterlings a conseguir cursar faculdade. Em 1973, ela mudou-se pra Manchester pra estudar arte. Ela disse certa vez: “quando fui à escola de arte, eu era a única pessoa da minha família a conseguir estudar depois dos quatorze anos de idade. Quem chegasse nessa idade já tinha que estar ralando de sol a lua. Então, eu tinha que provar que o esforço valia a pena. Mas, já em 1976, eu estava bem entediada em desenhar e acabei destruindo toda a minha produção. Foi um ato bem punk aquilo – destruir o passado por tédio. E assim, de repente, meu cotidiano me colocou em contato com pessoas que pensavam o mundo de modo semelhante: Jon Savage, Pete Shelley, do Buzzcocks, Howard De...

O jazz como vanguarda alternativa da música pop

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Kamasi Washington (Divulgação) Vou ser sincero com vocês: demorei décadas para entender o Jazz. Guardem isso porque será difícil ver alguém escrevendo sobre música admitir isso. Era um gênero musical quase impenetrável para minha capacidade de compreensão e, apesar de vários esforços em diferentes épocas da vida, só há pouco consegui começar a entendê-lo e, a partir daí, apreciá-lo com enorme felicidade. Sempre intuí que o Jazz, tanto quanto Rock, Blues e R&B, era herdeiro da tradição de insurgência contra as injustiças da sociedade ocidental, algo que passou, a princípio, por fazer música "burra", "impura" e "vulgar", bem distante da escola tradicional europeia, herdada pela América colonial. Era música de e para negros e brancos pobres, ambos excluídos do sistema, tentando sobreviver culturalmente num ambiente inóspito. Ele e seus primos em outros lugares, a saber, o Samba, a Salsa, o Calipso, entre outros. Este texto não pretende ser uma au...

Accept: "Balls To The Wall" - a mensagem

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Ao ouvir a música pela primeira vez, me perguntei freneticamente o que diabos o loirinho baixinho quis dizer com bolas na parede, então a curiosidade me forçou a ir atrás de algum significado. Em minhas andanças pela rede eu encontrei 2 possíveis significados. 1° Balls To The Wall (a gíria) – na série Metal Evolution, do cineasta e antropólogo Sam Dunn, a Tradução da frase aparece como “vai com tudo”, então podia funcionar como uma gíria da época. O termo é usado pelos pilotos. quando se acelera rapidamente, o acelerador é empurrado por todo o caminho até o painel e a alavanca do acelerador (bola) realmente toca o painel (parede). Daí, bolas para a parede. 2° Balls to the Wall (o protesto) – na década de 1980, a Alemanha passava por um fenômeno que se chamava “anos de chumbo” onde o Exército Vermelho (Baader-Meinhof) cometia vários atentados e perseguia a população, possivelmente o Accept se utilizou das mesmas armas dos brasileiros na época da ditadura... a ironia. Podi...