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Review: Arctic Monkeys - Tranquility Base Hotel & Cassino (2018)

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Lembrem de Nick Cave! Esse é o melhor conselho que posso dar agora a quem precisa de um norte para tentar entender como T ranquility Base Hotel & Cassino , sexto álbum dos Arctic Monkeys, foi possível antes de sair vilipendiando o álbum. Mesmo entendendo a obra e o artista, é possível que o ouvinte continue não gostando ou achando que falta aquela força que até o mais suave (embora mais criativo] AM (2013) tinha em momentos como “R U Mine?” e “Arabella”. Mas a quem quer pelo menos entender, lembrem de Nick Cave. Stanley Kubrick, o diretor de cinema, e o brasileiro Lô Borges estão entre as influências confessas de Alex Turner para o novo disco. Nick Cave não. Mas não se trata de observar como o quarteto inglês parece o compositor australiano, e sem de entender o percurso de um artista. Tranquility Base Hotel & Cassino coloca o piano Vertegrand como base para suas 11 canções. Afinal, Turner compôs tudo nesse instrumento, que ganhou ao completar 30 anos. A gui...

Review: Jack White - Boarding House Reach (2018)

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Certain records challenge the listener. Boarding House Reach , Jack White's third solo album, falls into this category. After two successful works where he drank in the roots of blues and rock and seasoned the mix with some contemporary ingredients to create a very attractive and original sound, the former White Stripes turned everything upside down on their new album. Boarding House Reach saiu no final de março. Quase 45 dias depois, essa resenha está sendo escrita. Quando tive o primeiro contato com o álbum, não entendi nada. Absolutamente nada. E confesso que isso me frustrou e me irritou, porque gostei muito tanto de Blunderbuss (2012) quanto de Lazaretto (2014). Apesar disso, não me dei por vencido e retornei ao disco diversas vezes durante todo esse tempo. Talvez essa atitude tenha aos poucos “amaciado” os meus ouvidos, acostumando-os às experimentações propostas pelo vocalista e guitarrista. É, talvez tenha sido isso. O fato é que Boarding House Reach não...

Review: Albert Hammond Jr - Francis Trouble (2018)

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A importância dos Strokes para o rock contemporâneo é inegável: conseguiram tirar o foco das superproduções e trazer para o jeito esquisitão de fazer rock, com trejeitos sonoros que viraram a marca do famigerado indie rock – obviamente, incentivando uma série de imitadores. A trajetória da banda foi marcada pelos desvios, mudanças de sonoridade e por um hiato que começou depois do terceiro álbum, e bem sabemos que hiatos sempre acarretam em projetos paralelos dos membros. Até agora, todos eles já se envolveram em algum deles, mas dois são mais notáveis: o do vocalista Julian Casablancas com a banda The Voidz e a carreira solo do guitarrista Albert Hammond Jr. O primeiro grupo lançou o Tyranny (2014), um álbum inquietante e noisy que buscava uma imagem sonora diferente da que o grupo americano popularizou; já o Hammond – com uma carreira de quatro álbuns, contando com esse mais novo, Francis Trouble –, sempre pareceu buscar uma certa semelhança com o som dos Strokes, seja ela i...

Review: MGMT - Little Dark Age (2018)

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Foram quase cinco anos de hiato e o MGMT parece não ter repensado em nada a carreira após o difícil de engolir MGMT em 2013. Little Dark Age , novo álbum da dupla Andrew VanWyngarden e Ben Goldwasser continua psicodélico e apostando em manobras esquisitas e ritmos quebrados, mas acertou a mão dessa vez! Não parece que a dupla repensou a carreira e a música que estava fazendo, pois continuam fazendo um som que passa longe daquilo que podemos considerar comercial ou facilmente digerível, mas as músicas funcionam e voltaram a ter carisma. Porém, não é aquele carisma quase infantil de Oracular Spetacular (2007) e nem a ambição estética de Congratulations (2010) que excitou alguns fãs e broxou alguns outros, que queriam a continuidade da veia mais pop do grupo. O que Little  Dark  Age tem é surrealismo de sobra (assista a qualquer novo clipe deles ou confira a letra de “James”, sobre uma viagem de ácido realmente vivida pelo guitarrista do grupo) e comprometim...

Review: Voodoo Circle - Raised on Rock (2018)

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Em seu quarto disco, o quinteto alemão Voodoo Circle segue fazendo a alegria de quem curte hard rock. Em Raised on Rock , a banda entrega mais uma vez um rock pesado e influenciado por grandes nomes do estilo durante os anos 1980, como Whitesnake, Rainbow e Scorpions. O álbum, que foi lançado em fevereiro, é um passeio pelas diversas facetas pelo hard & heavy daquela época, mas traz uma pegada contemporânea que faz com que nada soe datado. E além disso, a banda ainda tem a manha de incluir referências em suas composições que deixam claro para os mais lentos quais são as suas inspirações - “Higher Love”, por exemplo, é prima irmã de “The Zoo”, do Scorpions. Em “Walk the Line”, a lembrança é de “Crying in the Rain”, do Whitesnake. E tudo isso é feito com propriedade e conhecimento de causa, nunca resvalando para o plágio puro e simples - lá no meio de “Where in the World We Love”, por exemplo, tem uma referência escondida para “Is This Love”, também da banda de David Cover...

Review: Dizzy Reed - Rock N’ Roll Ain’t Easy (2018)

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Uma viagem no tempo pode ser revigorante e realmente estimulante para aparar e rejuntar arestas e acabamentos, até mesmo em um início de carreira tão tardia. A utilização de referências e influências é mais do que comum em qualquer universo artístico. O ponto básico da questão é sempre recuperar alguma coisa de tudo que foi criado anteriormente e dar um ar novo, um verniz diferente, aplicando personalidades distintas e um entendimento naturalmente mais atual. O primeiro disco solo de Dizzy Reed, de uma carreira solo bem tardia, é definitivamente contra tudo isso. Rock N’ Roll Ain’t Easy é uma cópia descarada de Use Your Illusion (1991), disco no qual o tecladista Dizzy Reed estreou nos Guns N’ Roses e se tornou o fiel escudeiro de Axl Rose. Tudo leva a crer que Dizzy Reed parou no tempo ou tem muita saudade daqueles anos. É perfeitamente possível confundir “This Don’t Look Like Vegas” com “Right Next Door to Hell”. Partes de “Dust N’ Bones”, “Double Talkin Jive” e “You Cou...

Os 5 melhores discos de baggy

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Em 1991, a palavra de ordem era o grunge. A maioria das pessoas não se lembra que, um ano depois, em uma cidade longe de Seattle chamada Manchester, outro termo nasceu: Baggy. Como poderíamos descrever o “baggy”? É como o rock britpop com um DJ ou um rock pronto para raves movidas a ecstasy na europa industrial. O termo é possivelmente inspirado no estilo típico de jeans largos e 'chapéus-balde' da Kangol, tal como essas bandas usavam na época (e inspirou o personagem Maccer no GTA San Andreas). O primeiro hit Baggy foi do Stone Roses “Fools Gold”. O maior hit Baggy de todos os tempos é do EMF com “Unbelievable”, que explodiu poucos meses antes do grunge fazer sua estréia formal. Embora o baggy praticamente tenha chegado ao pico e desaparecido dentro de um ano, bandas como Blur começaram como baggy (seu primeiro hit, “There’s No Other Way” foi na onda do tempo), e bandas como Kasabian e dos Dandy Warhols devem alguma influência para o estilo. Aqui estão os ci...